ah,o meu papai (6'
A sala estava vazia, sem alunos ou professor, somente carteiras, eu, o quadro e o barulho do ar condicionado. Me sentei na última fileira do meio, logo o sinal tocou e aos poucos foram chegando os alunos, me olhavam e comentavam, alguns meninos vieram até mim e jogaram piadinha do tipo: “Nossa, se toda aluna nova fosse assim.” Algumas meninas me cumprimentavam e outras olhavam mas nem davam muita atenção, uma morena muito bonita se sentou ao meu lado.
xxx: Oi, prazer, meu nome é Felícia, mas pode me chamar de Fê. – sorriso.
Marcela: Prazer, sou Marcela. – retribui.
Felícia: Bem vinda (:
Marcela: Ah, obrigada Fê. – sorriso – me diz uma coisa, o pessoal dessa escola costuma sempre comentar dos alunos novos?
Felícia: Deve ser por que você é linda. Fica tranquila, no intervalo te apresento a galera que eu ando.
O professor entra na sala, era um senhor, logo Felícia me disse que era professor de matemática. A aula foi bastante descontraída, o professor zoava muito e era muito divertido. Ele saiu e entro Ana, professora de Inglês, ela passou um trabalho em dupla, fiz com Felícia. Novamente o sinal bateu anunciando o intervalo.
Marcela: Vamos?
Felícia: Anrrã.
Marcela: Te fazer outra pergunta, pode me passar a matéria do bimestre?
Felícia: Claro, quer ir lá pra casa depois da aula?
Marcela: Tudo bem.
Fomos indo em direção a um grupinho.
Felícia: Gente, essa é a aluna nova, Marcela. Marcela esses são: Alan, Bruna, Anne, Felipe e César.
Todos: Oi, prazer.
Marcela: ah que isso, prazer é todo meu. – sorri. A galera era do tipo popular da escola.
Logo os meninos foram jogar futebol e fiquei conversando com as meninas. Elas eram muito legais. Comecei a gostar da escola.
Alan e Bruna eram namorados, E Felícia namorava com César, Felipe era aquele tipo e pegador, não se apegava emocionalmente com ninguém e Anne era do tipo patricinha nojenta, ela não gosto muito de mim pelo que percebi.
Anne: E então, onde morava Marcela?
Marcela: Sampa.
Anne: Ah tá. Por isso que seu sotaque é estranho.
Bruna: Credo Anne, o sotaque dela não é estranho, só diferente. Mas é bonitinho – Disse Bruna toda meiga.
Marcela: Own, brigadinha Bru.
Felícia: Gente vou tirar meu namorado do futebol. Tchauzinho.
Bruna: Espera Fê, vou com você.
De repente me vi sozinha com Anne.
Anne: Conhece muita gente por aqui?
Marcela: Só um menino do meu Edifício e vocês agora. Só.
Anne: Hum, sorte sua, Felícia não costuma ser simpática sempre.
Marcela: Estranho.
Anne: Pois é, ela deve ter ido com a sua cara.
Marcela: Fiquei feliz com isso.
Anne: E fique – disse ela olhando no celular.
O sinal bateu, me levantei dei um tchau e fui pra minha sala, logo dona Vânia veio em minha direção.
Vânia: Marcela, a diretora quer conversar com você.
Fui andando em direção à diretoria. A diretora foi super simpática e perguntou o que eu estava achando da escola, respondi que até agora foi tudo muito bom. Fiz colegas e os professores são muito bons – forcei. Então ela me dispensou e fui andando rápido até a sala. Esbarrei em uma pessoa, levantei a cabeça:
Levantei a cabeça, era Felipe:
Felipe: Olha por onde anda porra!
Marcela: Ei, olha como fala! - então ele me olho e analiso.
Felipe: Ah é a aluna nova.
Marcela: Edai que sou aluna nova?!
Felipe: Bem gostosinha você em.
Marcela: Eu sei, obrigada - disse debochada, me virei. ele me seguro pelo ombro. - QUE QUE FOI?
Felipe: Calma.. É só pra te falar. Se você pretende esbarrar em todo mundo, é melhor tomar cuidado pra não fazer inimizade.
Marcela: Não me importo.
Felipe: Então foda-se.
Marcela: Imbecil!
Fui andando pra minha sala, cheguei lá estava tendo aula de História pelo que vi no quadro.
Marcela: Desculpa, estava com a diretora.
Professor: Tudo bem, entre. - O professor era lindo, morri quando olhei. Moreno cabelo liso para cima, nem tão gordo nem tão magro, olhos verdes.
Me sentei.
Felícia: Eita, eu sei que o professor é super gato, mas disfarça cara! - disse ela rindo.
Marcela: Nossa! Quantos anos ele tem?
Felícia: 23, o nome dele é Rodrigo.
Marcela: AF, que idiota - fiz cara de raiva. Por que ele tinha que ter o nome do idiota do meu pai?!
A aula se estendeu tranquilamente, liguei pra minha mãe pra avisar que iria pra casa de Felícia, chamava e dava caixa postal, desisti e fui assim mesmo.
Chegamos lá, a casa dela era bem grande, lembrava minha antiga casa, fiquei com saudades. Fomos logo pro seu quarto, um tempo depois sua mãe levou o almoço pra gente. Terminamos de almoçar e fomos levar o prato lá em baixo.
Felícia: Leva pra mim, que eu vou ao banheiro.
Marcela: Ta. - peguei o prato. Desci as escadas, deixei os pratos. - Obrigada pelo almoço tia, estava ótimo.
xxx: De nada meu amor. Obrigada.
Me virei, quando estava subindo as escadas, fiz cara de nojo.
Marcela: Af. Você?
Felipe: Feliz em me ver? - disse ele rindo e descendo as escadas.
Marcela: O que você ta fazendo aqui?
Felipe: Se a Felícia não te disse, somos irmãos gatinha.
Marcela: É, ela não me disse - subi as escadas. Tropecei, cai sentada e bati a canela na escada. - Ai! - gritei.
Felipe: Eita, machuco? - disse ele vindo até mim.
Marcela: Sai, eu to bem. - disse lacrimejando com as mãos na canela. Estava doendo muito!
Felipe: Para de graça, vem cá. - disse ele me levantando,
Coloquei meu braço em volta do seu pescoço. Chegamos a um lugar onde eu acredito que fosse seu quarto. Ele saiu, fiquei olhando, tinha um violão em cima da cama. Ele voltou com uma caixinha de primeiros socorros, passo um gel na minha perna.
Felipe: Ta doendo?
Marcela: Muito. - disse em tom baixo. Ele ficou me olhando. - Vai, passa mais.
Felipe: To passando.
Ele termino e colocou uma atadura na minha perna.
Felipe: É, foi o que eu pensei.
Marcela: O que você penso?
Felipe: Você é muito desastrada.
Marcela: Hunf. - virei o olho - Te fazer uma pergunta.
Felipe: Não, eu não namoro.
Marcela: Idiota, não é isso! - ele riu - Você toca violão?
Felipe: Mais ou menos.
Felícia entro no quarto com sua mãe, Lúcia.
Felícia: Marcela, o que aconteceu? - expliquei.
Lúcia: Nossa, está melhor?
Marcela: Sim, o Felipe me ajudo.
Felícia: Hum sei. Todo médico né maninho? - todos riram.
Lúcia: É que eu não dirijo, se não te levava em casa.
Felícia: Leva ela Fê.
Felipe: A amiga é sua - disse ele ligando o computador.
Lúcia: Credo Felipe!
Felipe: Ta, eu levo ela lá. - disse ele passando a mão no cabelo. Sim, ele era lindo, tinha olhos castanhos, cabelo arrepiado preto, tinha um corpo lindo, afinal, ele jogava futebol.
Marcela: Não precisa, eu pesso um Táxi.
Lúcia: Não, o que é isso, o Felipe te leva.
Felipe: É, eu te levo. - pegou as chaves.
Felícia: Vou com vocês.
Peguei meu material, e fomos, no caminho:
Felícia: Ma, posso te chamar assim?
Marcela: Claro Fê, pode sim.
Felícia: Pois bem, me diz uma coisa, por que você fez cara de nojo quando eu te falei que o nome do professor de história era Rodrigo?
Merda, eu não podia contar né? Afinal, acabei de conhece-la, não podia abrir minha vida de tal forma, então pensei..
Marcela: Nome do meu pai - ela fez uma cara de quem queria perguntar o por que, mas não perguntou, fez que sim com a cabeça.
Felipe: Tá, você não me falo o nome do seu Edíficio.
Marcela: É Miss Campbell.
Felícia: JURA, no Leblon?
Marcela: É sim, por que?
Felipe: Nosso pai mora lá.
Marcela: Ah, eu nem devo conhecer, cheguei lá ontem.
Felícia: O nome dele é Olavo.
PARA TUDO, O PAI DELES MORAVA AO LADO DA MINHA CASA, E TAVA DANDO O MAIOR MOLE PRA MINHA MÃE, PREFERI NÃO COMENTAR.
Marcela: Meu vizinho.
Felipe: Que azar.
Felícia: Para de graça Fê. Que coisa. Só por que o papai é mais bonito que você.
Felipe: Ele é um idiota.
Felícia: Cala a boca.
Chegamos, Felícia foi logo saindo do carro.
Felícia: Vou ver meu pai, beijos mil.
Felipe: Morra. - Felícia nem ligo e continuou andando.
Marcela: Obrigada por me trazer. - disse abrindo a porta do carro.
Felipe: Tá. - disse ele olhando pra frente.
Marcela: E obrigada também pelo curativo.
Felipe: Ta bom Marcela, tchau. - ainda olhando pra frente.
Marcela: O que foi Felipe? Ta chateado comigo? - fechei a porta.
Felipe: Não Marcela, que isso.
Marcela: Af, mas vai dizer que você não foi um idiota la na escola?
Felipe: Eu já disse tá bom Marcela, TCHAU!
Marcela: AH. - disse irritada abrindo a porta do carro.
Quando eu estava saindo, senti ele segurando minha mão e me puxando. Me beijo, cativando cada parte da minha boca, um beijo muito lento. - esitei:
Marcela: Você acha que é assim?
Felipe: Cala a boca! - me puxou de novo, me beijou, retribui, não aguentei. uns três minutos assim, senti que tinha alguém olhando. O afastei.
Marcela: Tenho que ir. Até amanhã.
Felipe: Até, se ver Felícia manda ela vir logo.
Marcela: Tá. - sai do carro.
Dei de cara com Matheus.
Marcela: Oi.
Matheus: Sua mãe tava te procurando.
Marcela: Como você sabe?
Matheus: Ela pergunto a mim se eu te vi chegando.
Marcela: Atá, e o que você disse?
Matheus: A verdade né Marcela.
Marcela: Ah tá.
Matheus: Vai lá, ela deve estar preocupada.
Marcela: Ta - disse indo em direção ao elevador. - Matheus!
Matheus: Fala.
Marcela: Por que você não falo comigo ontem cedo?
Matheus: Depois a gente conversa sobre isso. Tenho que trabalhar. - disse ele indo pra fora do Edifício.
Pensei: Então ta né.
Peguei o elevador, Felicia estava descendo.
Felícia: Meu pai não ta em casa :/
Marcela: Vai lá, seu irmão ta te esperando - imaginei que ele estaria com minha mãe, mas não falei nada.
Subi, quando abri a porta do apartamento, minha mãe estava no sofá chorando com o Olavo ao seu lado.
Ludmila: MARCELA, AONDE VOCÊ TAVA?
Marcela: Na casa de uma amiga mãe, eu tentei te ligar mas dava caixa postal.. Desculpa.
Olavo: Calma Lud, não fica assim, toma essa água com açúcar. - minha mãe bebeu.
Me sentei ao seu lado.
Marcela: Calma mãezinha, me perdoa, eu tentei te ligar, e eu to bem.
Ludmila: Quando for assim, vem pra casa poxa. - disse ela parando de chorar.
Marcela: Tá bom mãe.. Olavo, te falar uma coisa.
Olavo: Pode falar.
Marcela: Conheci Felícia e Felipe.
Ludmila: Quem são esses?
Olavo: Meus filhos.
Ludmila: Ah tá, você falo, desculpa, to fora de mim ainda.
Olavo: Tudo bem.
Marcela: Olha mãe - mostrei a ela minha perna - Seu filho que fez o curativo Olavo - sorri.
Olavo: Ele é um bom garoto.
Ficamos conversando. E marcamos de sair todos juntos, chamar Felipe e Felícia para ir conosco. Já eram 20:00 subi, entrei no orkut, aceitei a galera da escola que me adiciono, inclusive Felipe. Tomei um banho, me deitei e peguei no sono.
Acordei no outro dia com o despertador tocando novamente we no speak americano, às 06:00 horas da manhã. Me arrumei, desci com a muchila, novamente morrendo de fome, minha mãe estava na mesa, só que com Olavo.
Marcela: Bom dia gente!
Ludmila e Olavo: Bom dia.
Imaginei que Olavo tinha dormido lá em casa, bom pra mamãe, mas não comentei.
Ludmila: Filha, nem te falei que consegui o emprego né?
Marcela: Conseguiu? Que bom! O que vai fazer?
Ludmila: Vou dar aula de dança na academia que o Olavo me levo, ele trabalha lá de personal trailler. - sorriu.
Marcela: Que legal, fico feliz mãe (:
Tomamos café, me levaram pra escola e foram trabalhar. Fui até o pessoal que estava em grupo, como sempre.
Marcela: Bom dia gente. - todos responderam, menos Anne e Felipe.
Ficamos conversando. O Sinal bateu, Felícia e eu fomos pra sala, o pessoal era todo do terceiro ano, somente a gente era do segundo.
As aulas foram chatas, chegou o intervalo. Os meninos foram jogar futebol, e as meninas estavam marcando de sair.
Anne: Ah, vamos pra gruta mesmo.
Felícia: Precisamos arrumar outro lugar.
Bruna: Ah, eu até gosto de lá.
Anne: eu também gosto.
Felícia: Você vai né Marcela?
Marcela: Ah, claro. Vão quando?
Bruna: Pode ser hoje a noite.
Marcela: Anrrã. Felícia, te contar uma coisa.
Bruna: vou ver meu bebê jogar, vamos Anne? Deixe elas conversarem - disse ela se levantando e indo em direção à quadra.
Anne: Eu não posso saber é?
Marcela: Eu não disse isso.
Anne: Então eu fico.
Marcela: Tá ué. - me virei pra Felícia. - Olha, vou te falar, não sei se você vai achar legal, mas é melhor do que você levar um baque depois.
Felícia: Fala Marcela, to ficando nervosa.
Marcela: Calma, não é nada de mais. Seu pai cara, acho que ta ficando com minha mãe.
Felícia: Calma, to processando. Sério?!
Marcela: É sério.
Felícia: Caramba, a quanto tempo não vejo meu pai com alguém.
Marcela: Então, ontei eu cheguei em casa - expliquei o que aconteceu.
Felícia: Ah, por isso que eu fui na casa dele e ele não estava lá.
Marcela: Isso mesmo.
Felícia: Meu pai podia namorar sua mãe.
Marcela: Podia mesmo, ele parece um cara legal.
Felícia: E é.
Anne: O seu pai é super gostoso Fê.
Felícia: Fato, mas não fala assim, sabe que eu não gosto.
Anne: Você não sabe de nada - disse ela se levantando e saindo.
Felícia: Tem dias que a Anne é foda de aguentar. - disse bufando.
Marcela: Tenso. Mas me diz, o que acha que seu irmão vai achar?
Felícia: Por ele tanto faz, ele não se da bem com meu pai.
Marcela: E porque?
Felícia: Ele culpa meu pai pela separação que ele teve com a mamãe, sendo que, ninguém teve culpa sabe? O amor simplismente acabou. E isso aconteceu quando eu tinha 6 anos, e o Lipe tinha 7.
Marcela: Entendi.
Felícia: E você, sofre com a separação dos seus pais?
Marcela: Você não sabe o quanto - disse virando os olhos.
Felícia: E por que eles se separam?
Marcela: Mesma coisa, o amor acabou - menti.
O sinal bateu, fomos pra sala, a aula foi normal assim que acabo me despedi de Felícia e fui embora pra casa, estava sozinha, almocei e entrei na internet, msn pra ser mais exata.
Aceitei umas pessoas, e pedi o msn do Felipe pra Bruna. Logo ele me aceito e veio falar comigo. Fiquei revoltada, porque na escola nem me dirigia a palavra, AVÁ! ;@
Felipe Dantas diz:
a perna ta melhor?
Marcela :* diz:
por que você não fala comigo na escola?
Felipe Dantas diz:
Só não tinha assunto ué.
Marcela :* diz:
Precisa ter assunto pra dizer bom dia?
Felipe Dantas diz:
Tá Marcela. E a perna, ta melhor?
Marcela :* diz:
Bem melhor, mas pare de fingir que se importa véi!
Felipe Dantas diz:
Ta Marcela.
Felipe Dantas parece estar offline.
Marcela: Idiota!
Desliguei e me deitei. Acordei com o celular tocando, era Meu Pai tarado.
Vou almoçar agora, depois eu posto mais, afinal, ja escrevi boa parte no word (: